A expansão da oferta precisa combinar atributos ambientais e confiabilidade — e o desenho dos leilões é o instrumento central dessa escolha.
O que você precisa saber
- Custo e meio ambiente não são mais uma escolha excludente: as fontes renováveis já competem em custo.
- O desenho dos leilões é o instrumento central para contratar confiabilidade junto com energia limpa.
- Sem essa evolução, o sistema tende a recorrer a contratações de emergência mais caras e mais intensivas em carbono.
O debate sobre a expansão da matriz brasileira costuma ser tratado como uma escolha entre custo e meio ambiente. Essa oposição é falsa: as fontes renováveis já competem em custo, e a questão real é como contratar atributos de confiabilidade junto com energia limpa.
O desenho dos leilões é o principal instrumento dessa escolha. Produtos que valorizam flexibilidade, sazonalidade e capacidade de resposta permitem que fontes limpas contribuam com mais do que energia média anual.
Sem essa evolução, o sistema tende a resolver a necessidade de confiabilidade com contratações de emergência mais caras e mais intensivas em carbono — exatamente o resultado que a política energética deveria evitar.